Nelson Ayres e Ricardo Herz

Nelson Ayres, piano

Ricardo Herz, violino

- Céu de Outono (Nelson Ayres)

- Maracangalha (Dorival Caymmi)

- Mercedes (Ricardo Herz)

- Upa! (Ricardo Herz)

- Chorinho pro Sion (Nelson Ayres)

- Valsa Tímida (Ricardo Herz)

- Gira Gira (Ricardo Herz)

- Velha Senhora (Nelson Ayres)

- Inocente (Ricardo Herz)

- Salsinha com Limão (Nelson Ayres)

- Seu Domingos (Ricardo Herz)

- Fogo no Baile (Nelson Ayres)

Nelson Ayres, pianista, maestro, arranjador, compositor, referência na música instrumental e na formação de novos talentos encontra Ricardo Herz, que vem revolucionando o violino na música popular. Duas gerações com muito em comum: formação, gosto pela improvisação, swing, fluência.

Esses dois grandes músicos comemoraram essa colaboração memorável lançando em 2017 o seu primeiro álbum, DUO, que também destacou as suas personalidades de compositores com um repertório arrojado e divertido. Assisti-los representa uma chance única de ver a tradicionalíssima formação violino e piano explorada de forma totalmente inusitada por dois ícones da música instrumental. É uma das personalidades mais importantes da música instrumental brasileira contemporânea. Durante dez anos foi maestro da Orquestra Jazz Sinfônica e regeu inúmeras orquestras no Brasil e no Exterior, incluindo a prestigiosa Orquestra Filarmônica de Israel. Como pianista, pode ser encontrado liderando o Nelson Ayres Trio, dividindo o palco com Monica Salmaso ou continuando a trajetória que vem desde 1978 do prestigioso quinteto instrumental Pau Brasil. Tocou e gravou com Benny Carter, Toots Thielemans, Ron Carter, Vinícius de Moraes, Chico Buarque, Edu Lobo, Simone, Nana e Dori Caymmi, Milton  Nascimento, Gal Costa e muitos outros grandes nomes do jazz e da MPB. Foi comissionado pela Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo para compor seu Concerto para Percussão e Orquestra, cuja gravação foi indicada para o Grammy Latino 2011 como melhor CD de música clássica.

Ricardo Herz reinventou o violino brasileiro. Sua técnica leva ao instrumento o resfolego da sanfona, o ronco da rabeca e as belas melodias do choro tradicional e moderno. Graduado em violino erudito pela USP, sua sólida formação começou aos 6 anos, tendo passado pela escola Fukuda em São Paulo, pela renomada Berklee College of Music, nos Estados Unidos e pelo Centre des Musiques do lendário violinista de jazz Didier Lockwood. De volta ao Brasil depois de 10 anos estudando e vivendo na França e EUA, Herz tem participado de muitos projetos e colaborado com músicos de todo o país e exterior tais como Dominguinhos, Yamandú Costa, Hamilton de Holanda, Didier Lockwood e Gabriel Grossi. Tem se apresentado também como solista de várias orquestras sinfônicas, como a Orquestra Tom Jobim, a Orquestra Jazz Sinfônica e a Orquestra Sinfônica da Paraíba. Desde 2011 lidera o Ricardo Herz Trio, com Pedro Ito na bateria e Michael Ruzitschka  no violão 7 cordas, com quem vem tocando em diversos festivais e salas no Brasil e exterior, tendo realizado 4 turnês européias e diversas outras no Brasil, México, Colômbia e Malásia.

Amilton Godoy Trio

Amilton Godoy, piano

Edu Ribeiro, bateria

Sidiel Vieia, contrabaixo

- Garota de Ipanema (Tom Jobim / Vinícius de Moraes)

- Loro (Egberto Gismonti)

- Prelúdio nº 2 em dó menor (Johann Sebastian Bach)

- Águas de Março (Tom Jobim)

- Avião (Djavan)

- Pout Pourrit Milton Nascimento:

- Coração Civil (Milton Nascimento e Fernando Brant)

- Bola de Meia, Bola de Gude (Milton Nascimento e Fernando Brant)

- Conversando no Bar (Milton Nascimento e Fernando Brant)

- Vera Cruz (Milton Nascimento e Marcio Borges)

- Paula e Bebeto (Milton Nascimento e Caetano Veloso)

-Tostão (One Coin)  (Milton Nascimento e Matthew Moore)

- Canção da América (Milton Nascimento e Fernando Brant)

- Raça (Milton Nascimento e Fernando Brant)

- Domingo no Parque (Gilberto Gil)

- Cidade Vazia (Baden Powell e Luiz Fernando Freire)

- Bebe (Hermeto Pascoal)

- Arrastão (Edu Lobo / Vinícius de Moraes)

- Incompatibilidade de Gênios (João Bosco e Aldir Blanc)

- Aquarela do Brasil (Ary Barroso)

 

Tributo ao Zimbo Trio

O Amilton Godoy Trio, formado pelo pianista Amilton Godoy ao lado do baterista Edu Ribeiro e do contrabaixista Sidiel Vieia, lança o disco "Tributo ao Zimbo Trio", uma homenagem ao lendário grupo instrumental que comemoraria 55 anos de carreira em 2019. O Zimbo Trio nasceu nos anos 60, no auge do movimento de renovação da música brasileira e da Bossa Nova, gravou mais de 50 discos fazendo música instrumental brasileira, sozinho ou ao lado de cantoras com Elis Regina, no programa "O Fino da Bossa", e Elizeth Cardoso, no programa "Bossaudade". Viajou o mundo protagonizando seu samba jazz com improvisos contagiantes e conquistando reconhecimento nacional e mundial. O "Tributo ao Zimbo Trio" relembra músicas emblemáticas dessa trajetória memorável, como o primeiro arranjo do Zimbo feito para “Garota de Ipanema” e o hino brasileiro “Aquarela do Brasil”. Celebra ainda nomes da nossa música como Hermeto Pascoal, Egberto Gismonti, Baden Powell, Djavan, Ary Barroso, Tom Jobim, João Bosco, Gilberto Gil, Edu Lobo e Vinícius de Moraes, além de trazer uma homenagem personalizada em pot-pourri a Milton Nascimento e sua revolução harmônica. Elis Regina e Elizeth Cardoso também são celebradas no disco em “Arrastão” e "Cidade Vazia". Para relembrar os LP's do trio com orquestra, uma faixa registra Johann  Sebastian Bach. Desde o início da sua carreira, o Zimbo Trio despertou no público uma grande admiração pela sua forma de tocar, pautada pelas mais puras raízes brasileiras com grande influência jazzística. "O Trio ganhou com isso todos os prêmios como melhor grupo instrumental brasileiro durante muitos anos seguidos”, rememora Amilton Godoy, fundador do Zimbo Trio. Durante a trajetória de 49 anos na ativa, teve seus discos editados em 22 países e se apresentou em 40 países.

Amilton comenta também as motivações em criar este disco homenagem: "Algumas iniciativas têm sido feitas no sentido de relembrar importantes momentos da nossa história musical, como por exemplo o programa Fino da Bossa, onde a presença do Trio era constante junto com Elis e Jair, na base do programa, quando recebíamos os convidados. Pessoas bem informadas me perguntam porque o Zimbo Trio não foi nem citado na recriação recente deste programa... Eu não sei porquê, mas eu lamento que isso tenha acontecido porque o nome do Trio está sendo omitido e os responsáveis por isso estão cometendo um erro histórico. Eu não gostaria que esta história fosse mal contada, então me ocorreu de dar um resposta. Então, a ideia do disco surgiu, uma resposta musical". A intenção principal de Amilton é enaltecer a obra do Zimbo Trio, através da regravação de algumas de suas melhores músicas compiladas num mesmo disco, um tributo relembrando o grupo pela sua importância e seu significado.

 

O pianista convidou para a empreitada dois músicos que considera os melhores em seus instrumentos, Edu Ribeiro e Sidiel Vieira, para juntos trabalharem em cima dos melhores arranjos do Zimbo. A capa do Tributo ao Zimbo Trio relembra o grafismo modernista e geométrico estampado em discos famosos como "O Fino do Fino" com Elis Regina (1965) e "Decisão" (1969). O lançamento do disco em São Paulo, na Blue Note, foi significativo também por relembrar que o grupo começou tocando na "Baiuca", uma famosa casa no centro da cidade com proposta similar fechada nos anos 1980, onde muitos dos arranjos do Zimbo Trio nasceram. Amilton Godoy tem a autoridade de quem conviveu e atuou com a nata da MPB em sua melhor fase, um arquivo vivo de uma época explosiva e criativa para a música brasileira, além de ter sua própria história cheia de prêmios. O pianista é criador de uma sonoridade de grande extensão e precisão, aliando sua formação erudita ao suingue brasileiro que o mantém na ativa há mais de seis décadas, transpassando o tempo com solidez e com frequentes novos trabalhos. Aos 77 anos, o músico segue praticando piano diariamente e produzindo, sozinho ou com parceiros da música.