Zélia Duncan e Jaques Morelenbaum

Zélia Duncan, voz

Jaques Morelenbaum, violoncelo

ZÉLIA DUNCAN E JAQUES MORELENBAUM INTERPRETAM MILTON NASCIMENTO NO SHOW "INVENTO MAIS"

No show, Zélia Duncan sobe ao palco acompanhada pelo maestro Jaques Morelenbaum apresentando "Invento Mais", um show com repertório inteiramente baseado na obra de Milton Nascimento. A ideia que originou o disco nasceu quando Zélia foi convidada por André Midani a participar do Projeto Inusitado. “Durante a minha carreira eu tenho conseguido agradecer às minhas influências e com esse show tenho a oportunidade de fazer essa homenagem ao Milton”, afirma Zélia Duncan. “Tanto eu como o Jaques temos uma memória afetiva recheada pelo repertório do Milton e este foi o critério que adotamos para a seleção das músicas”, completa. Com 15 canções, o repertório não vai se prender a cronologias e traz peças como "Canção Amiga", "Caxangá", "Encontros e Despedidas", "Cravo e Canela", "O que foi feito deverá", "Ponta de Areia", "Mistérios", "Canção da América" e "Travessia", entre outras.

“Eu e o Jaques resgatamos momentos importantes de nossas carreiras durante os ensaios, como a primeira música que eu cantei, aos 16 anos. Era 'Fazenda', de Nelson Angelo, gravada por Milton no álbum "Geraes", de 76”, lembra Zélia. “Fiquei muito feliz com o convite da Zélia para participar deste trabalho. O Milton tem fundamental importância na minha formação musical, vivenciei o Clube da Esquina e sempre me identifiquei com aquele movimento. Comecei na música popular com o grupo A Barca do Sol, que bebia diretamente naquela fonte. Tenho um carinho especial por este repertório e tive a oportunidade de acompanhá-lo durante a turnê de 'Geraes', em 78. É muito interessante e desafiador fazer um show inteiro somente em voz e cello, minimalista e essencial”, finaliza Jaques Morelenbaum.

Com esse trabalho, Zélia ganhou Prêmio de Melhor Cantora na categoria MPB na 29ª edição do Prêmio da Música Brasileira (2018).

Zélia Duncan

Zélia Duncan começou a cantar profissionalmente nos anos 90 e ficou nacionalmente conhecida com a música "Catedral". Ao longo de 37 anos de carreira, lançou 13 discos, 5 DVD's solo, ganhou vários prêmios, discos de ouro e de platina, participou de trabalhos de grandes nomes da música brasileira, realizou vários projetos importantes, como o CD e o DVD "Eu me transformo em Outras", fez parte da nova formação do grupo Os Mutantes (2007), gravou o DVD Amigo é casa, com a cantora Simone (2008), atuou como atriz no espetáculo "Totatiando", lançou o CD "Tudo Esclarecido" (2013) em homenagem ao compositor paulista Itamar Assumpção, o CD "Antes do Mundo Acabar" (2015) trabalho quase autoral com sambas de Dona Ivone Lara, Moacyr Luz, Pretinho da Serrinha, Paulinho da Viola, além de parcerias dela com Xande de Pilares, Arlindo Cruz, Ana Costa e Zeca Baleiro, com o qual foi a recordista da 27ª edição do Prêmio da Música Brasileira (melhor álbum, melhor cantora na categoria samba, melhor música - "Antes do Mundo Acabar"). Em 2015, Zélia foi convidada a assinar uma coluna semanal no jornal "O Globo" e passou a assinar também os roteiros do Prêmio da Música Brasileira. Paralelamente aos shows, começou uma incursão pelos palcos, agora também como atriz, ao aceitar o convite do diretor teatral Moacyr Góes para estrear o musical "Alegria, Alegria" em São Paulo. No ano seguinte atuou na comédia "Mordidas", do argentino Gonzalo de Maria, ao lado de Ana Beatriz Nogueira e Regina Braga.

 

Jaques Morelenbaum

Carioca, em 42 anos de carreira como músico Jaques Morelenbaum participou da gravação de 738 álbuns, colaborando como violoncelista, compositor, arranjador, regente e produtor com Antonio Carlos Jobim, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Egberto Gismonti, Gal Costa, Milton Nascimento e Chico Buarque, entre outros. Participou também de uma série de produções musicais com artistas internacionais, entre eles Sting e Ryuichi Sakamoto, compositor japonês autor da trilha sonora do filme "Furyo", com quem toca de 1992 até os dias de hoje.

Gravou com os portugueses MadreDeus, Carminho, Mariza, Dulce Pontes e Rui Veloso, as cabo-verdianas Cesária Évora e Mayra Andrade, o francês Henri Salvador, o angolano Paulo Flores, os japoneses Sadao Watanabe, Choro Club e Gontiti, os norte-americanos David Byrne e Chris Botti, os espanhóis Clara Montes e Presuntos Implicados, o cubano Omar Sosa e a mexicana Julieta Venegas.

É vencedor do Grammy de World Music, como produtor do álbum "Livro" de Caetano Veloso, do Grammy Latino de Melhor Disco de Música Brasileira, pelo álbum "Noites do Norte", também de Caetano Veloso, e do Grammy Latino de Melhor Longa Metragem de Música Pop por sua co-produção do "Acústico MTV" de Julieta Venegas. Compôs e produziu inúmeras trilhas sonoras para o cinema e teatro, entre elas para os filmes "Nise", "O Coração da Loucura", de Roberto Berliner (Prêmio Aruanda de Melhor Trilha Sonora), "Tieta" (Prêmio Sharp para Melhor Trilha Sonora) e "Orfeu do Carnaval", de Cacá Diegues (ambas junto com Caetano Veloso), "O Quatrilho" (vencedora do Prêmio Coral do Festival de Cinema de Havana de Melhor Trilha sonora), "Jacobina" e "Lula, Filho do Brasil" (em parceria com Antonio Pinto, vencedora do Prêmio de Melhor Trilha Sonora da ACIE - Associação dos Críticos da Imprensa Estrangeira), os três últimos de Fábio Barreto; "Olhos Azuis", de José Jofilly (Grande Prêmio do Cinema Brasileiro para Melhor Trilha Sonora da Academia Brasileira de Cinema), "A República dos Anjos", de Carlos Del Pino, "Paid", de Laurence Lamers e "Central do Brasil" (junto a Antonio Pinto), de Walter Moreira Salles (vencedor do Prêmio Sharp para Melhor Trilha Sonora). Participou em cenas dos filmes "Hablé com Ella", de Pedro Almodovar, tocando "Cucurucucu Paloma" com Caetano Veloso, e "A Música Segundo Tom Jobim", de Nelson Pereira dos Santos e Dora Jobim.

Participou da Nova Banda de Tom Jobim como violoncelista e produtor de 1985 a 1994, excursionou o mundo todo tocando com Egberto Gismonti de 1988 a 1983, foi violoncelista, arranjador e diretor musical de Caetano Veloso de 1991 a 2005, colaborou com Gal Costa de 1994 a 1997, também como violoncelista e arranjador, e com Gilberto Gil de 2009 a 2014. Tomou parte do Quarteto Jobim Morelenbaum e do grupo Morelenbaum 2/Sakamoto, como qual gravou os discos "Casa", "A day in New York" e "Live in Tokyo". Lançou recentemente seu primeiro disco solo, "Saudade do Futuro-Futuro da Saudade" para a Biscoito Fino/Mirante), à frente do seu grupo, o CelloSambaTrio.

Hamilton de Holanda

Hamilton de Holanda, bandolim

Show EU E VOCÊS

"Eu e Vocês" é o show solo de Hamilton de Holanda, em que o protagonista é o som do seu bandolim. Para a apresentação, o instrumentista preparou um repertório variado, baseado em sugestões do público que chegam pelas redes sociais. Durante a apresentação, Hamilton interage com a plateia, que sugere músicas dos mais variados estilos, tornando cada noite única.

“Muita gente comenta que gosta muito do som do meu bandolim, que sente saudade de composições dos meus discos antigos. Então, para prestigiar essa galera, formatei o show 'Eu e Vocês', possibilitando um repertório colaborativo com participação do público, por meio de uma campanha na internet”, explica Hamilton, que tem cinco

discos solo: "10 Cordas" (2005), "Samba do Avião" (2007), "Íntimo" (2007), "Esperança" (2010) e "Pelo Brasil" (2015).

 

Hamilton de Holanda é um músico de estilo único e admirado por sua grande capacidade de improvisação. Passeia por diversos gêneros, tendo o bandolim como aglutinador de ideias. O choro é sua primeira referência: seu primeiro repertório era composto por músicas de Pixinguinha, Jacob do Bandolim e Ernesto Nazareth, entre outros. A atmosfera sem raízes na Brasília onde cresceu o fez se apropriar das mais diferentes tradições culturais com muito samba, frevo e bossa nova. A Música Popular Brasileira é a sua matriz desde o início.

Hoje, 19 anos depois de adicionar duas cordas extras (10 no total), reinventa o bandolim e liberta o emblemático instrumento brasileiro do legado de algumas de suas influências e gêneros. O aumento do número de cordas, aliado à velocidade de solos e improvisos, inspira uma nova geração a se aproximar do bandolim e conceber formações com uma nova instrumentação. Se é jazz, samba, rock, pop, lundu ou choro, não mais importa. O som produzido pelo bandolim de Hamilton de Holanda é único.

LOTE EXTRA DE INGRESSOS

De 15,00 a 120,00

Venda exclusiva nos pontos de venda de Ilhabela (Sergio Hette na vila e Via Marina no sul) e bilheteria do teatro 1 hora antes do show