Orquestra Sinfônica Municipal, Roberto Minczuk e Cristina Ortiz

Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo

Roberto Minczuk, regência

Cristina Ortiz, piano

 

SERGEI RACHMANINOV

Concerto nº 2, Op. 18, para piano e orquestra (1901)

- Moderato

- Adagio sostenuto – Più animato – Tempo I

- Allegro scherzando

 

LUDWIG VAN BEETHOVEN

Sinfonia nº 7 em Lá Maior, Op. 92 (1812)

- Poco sostenuto – Vivace

- Allegretto

- Presto

- Allegro con brio

Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo

Até o começo do século 20, as companhias líricas internacionais que se apresentavam no Theatro Municipal traziam da Europa seus instrumentistas e coros completos, pela falta de um grupo orquestral em São Paulo especializado em ópera. Somente a partir da década de 1920 uma orquestra profissional foi criada e passou a realizar apresentações esporádicas, tornando-se regular em 1939, sob o nome de Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal. Uma década mais tarde, o conjunto passou a se chamar Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo e foi oficializado em lei de 28 de dezembro de 1949, que vigora ainda hoje.

A história da Sinfônica Municipal se confunde com a da música orquestral em São Paulo, com participações memoráveis em eventos como a primeira Temporada Lírica Autônoma de São Paulo, com a soprano Bidú Sayão; a inauguração do Estádio do Pacaembu, em 1940; a reabertura de Theatro Municipal, em 1955, com a estreia da ópera Pedro Malazarte regida pelo compositor Camargo Guarnieri; e a apresentação nos Jogos Pan-Americanos de 1963, em São Paulo. Estiveram à frente da orquestra os maestros Arturo de Angelis, Zacharias Autuori, Edoardo Guarnieri, Lion Kasniefski, Souza Lima, Eleazar de Carvalho, Armando Belardi e John Neschling. Roberto Minczuk é o atual regente da Orquestra Sinfônica Municipal – OSM.

Roberto Minczuk

O maestro da Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo fez sua estreia internacional à frente da Filarmônica de Nova York. Depois disso, regeu mais de cem orquestras internacionais. Foi diretor artístico do Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão, diretor artístico adjunto da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp), diretor artístico do Theatro Municipal do Rio de Janeiro e maestro titular da Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto, sendo o primeiro artista a receber o Prêmio ConcertArte, de Ribeirão Preto. Venceu o Grammy Latino e foi indicado ao Grammy Americano com o álbum Jobim Sinfônico. Atualmente, é maestro titular da Orquestra Sinfônica Municipal, maestro emérito da Orquestra Sinfônica Brasileira, da qual foi regente titular de 2005 a 2015, e maestro emérito da Orquestra Filarmônica de Calgary, no Canadá.   

Cristina Ortiz

Artista que evoluiu da condição de menina-prodígio à maturidade, Cristina Ortiz "sempre se mostrou determinada a comunicar ao mundo a sua intuição, palette pianística, emoção e sensibilidade“, nos dizeres do jornal vienense ‘Die Presse’. Radicada na Inglaterra há muitos anos, são porém os seus dotes inerentes à sua cultura brasileira - paixão, espontaneidade e flexibilidade rítmica - os que mais fortemente transparecem em suas interpretações.

Solista com as mais famosas orquestras - Berlim, Chicago, Cleveland, New York, Praga, Viena, Londres -, já trabalhou sob a batuta de Ashkenazy, Chailly, Foster, Jansons, Järvi, Kondrashin, Leinsdorf, Masur, Mehta, Previn e Zinman, entre outros. Atua também como camerista, tendo se apresentado ao lado de artistas como Antonio Meneses, Uto Ughi, Emanuel Pahud, Lynn Harrell, ou o Quinteto de Sopro de Praga.

Possuidora de vasto e eclético repertório, quer em concertos ou gravações, mantém seu compromisso com a música brasileira, que é evidente na aclamada ‘prémière’ do “Chôro” de Guarnieri no Carnegie Hall de New York ou nos 5 Concertos de Villa-Lobos, gravados para a Decca. Cristina Ortiz continua a sua procura por raridades musicais, através das obras de Clara Schumann, Mompou, Stenhammar, Schulhoff ou dos brasileiros L. Fernandez e F. Vianna. Sempre mais assíduos tornam-se os workshops e masterclasses, onde ela, num estilo desenvolto, comunica sem reservas toda sua experiência musical a jovens pianistas, mundo a fora. “Ensinar é também aprender!”, declara.

Nos últimos anos acrescentou à sua bagagem musical o papel de solista-regente em Mendelssohn, no Musikverein de Viena, com a Orquestra de Câmara de Praga, e em Mozart, com o Consort of London, em gravação para Collins Classics. Abre, com isso, uma infinita fonte para a sua insaciável sede por repertório, que a leva dos Concertos de Mozart, Haydn ou Mendelssohn às obras de De Falla e Ravel.