Sonia Rubinsky

Sonia Rubinsky, piano

 

Bach e Villa-Lobos: Entre dois mundos

 

JOHANN SEBASTIAN BACH

Danças

- Overture (Overture Française em Si menor)

- Allemande (Suite Française 1 em Ré menor)

- Courante (Partita 5 em Sol maior)

- Courante (Partita 4 em Ré maior)

- Sarabande en Rondeau (Suite em Fá menor)

- Tempo di Minuetto (Partita 5 em Sol maior)

- Gigue (Partita 4 em Ré Maior)

- Gigue (Overture Française em Si menor)

- Echo (Overture Française em Si menor)

HEITOR VILLA-LOBOS

Bachianas Brasileiras nº 4

- Prelúdio (Introdução)

- Coral (Canto do Sertão)

- Aria (Cantiga)

- Dansa (Miudinho)

Sonia Rubinsky

Vencedora do Grammy Latino, destacada como Melhor Recitalista do Ano pela APCA, vencedora do Prêmio Piano Recital Award William Petschek da Juilliard School e do Primeiro Prêmio Artists International de Nova York, a pianista Sonia Rubinsky se destaca por seu estilo poético e vigoroso.

Nascida no Brasil, iniciou os estudos no Conservatório de Música de Campinas com Olga Rizzardo Normanha. Criança prodígio, ela deu seu primeiro recital aos seis anos de idade e, aos 12, atuou como solista com orquestra. Foi então estudar em Israel na então Academia Rubin em Jerusalém. Aos 16 anos foi convidada a tocar para Arthur Rubinstein, que elogiou seu temperamento.

Sonia Rubinsky realizou seu doutorado na Juilliard School em Nova York. Como recitalista, tem se apresentado em salas como o Carnegie Hall (Stern / Perelman Stage, Weill Recital Hall), Alice Tully Hall, Bargemusic, Merkin Concert Hall, Miller Theatre, Hertz Hall nos Estados Unidos, Maison de Radio France em Paris, Sala São Paulo e Theatro Municipal de São Paulo no Brasil, Recanati Hall em Israel e AGA- Zaal na Holanda.

Atuando como solista, Sônia é artista convidada de várias orquestras, como a Orquestra de St. Luke’s, Orquestra de St. Etienne, New York Women Ensemble, Richmond, Springfield, Syracuse, Jacksonville, Cheyenne, Phoenix, Orquestra Sinfônica de Jerusalém, Osesp, Filarmônica de Minas Gerais, Filarmônica de Goiás, Osusp, Orquestra do Theatro Municipal de São Paulo e do Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

Sua discografia inclui 15 gravações solo com obras de Bach, Debussy, Messiaen, Scarlatti, Mozart, Mendelssohn, Almeida Prado, Jorge Liderman, Gabriela Lena Frank e Villa-Lobos. Para o último compositor, mais de 12 anos de pesquisa possibilitaram a gravação da integral da obra para piano solo em oito volumes, contendo várias estreias mundiais. O primeiro volume foi selecionado em 1999 pela revista Gramophone como uma das Cinco Melhores Gravações de Piano do Ano e foi nomeado para o Prêmio Grammy. O quinto volume foi selecionado como Editor Choice pela mesma revista em 2006. O oitavo e último volume ganhou o Grammy Latino de 2009 como Melhor Gravação do Ano. Recebeu por três vezes o Prêmio Carlos Gomes.

Suas realizações incluem apresentações como solista com orquestra no Carnegie Hall uma colaboração musical com o pianista e regente Murray Perahia que a nomeou como Artist-in-Residence no Centro Internacional Edward Aldwell para Piano Performance and Musicianship em Jerusalém, e mais recentemente terminou a gravação de dois CDs Bach intitulados Magna Sequentia I e II, que sairão em 2019 pelo selo Naxos.

Entre os músicos que ajudaram a moldar a arte de Rubinsky foram: Jacob Lateiner, Gina Bachauer, Claude Frank, Leon Fleisher, Benjamin Oren, William Daghlian, Irma Wolpe, Vlado Perlemuter, Arthur Rubinstein e Murray Perahia.

Iddo Bar-Shaï

IDDO BAR-SHAÏ, piano

 

FRANÇOIS COUPERIN 

Pieces des Clavecin

- Les Ombres Errantes

- Sœur Monique

- Les Tambourins

- Les Rozeaux

- Les Fauvetes Plaintives

- Le Tic-Toc Choc ou Les Maillotins

- La Couperin - Les Baricades Misterieuses

 

FREDERIC CHOPIN

Mazurkas

- Op. 17 nº 1 em Si bemol maior

- Op. 17 nº 2 em Mi menor

- Op. 17 nº 3 em Lá bemol maior

- Op. 17 nº 4 em Lá menor

- Op. 33 nº 4 em Si menor

- Op. 24 nº 2 em Dó maior

- Op. 24 nº 3 em Lá bemol maior

 

Polonaise-Fantaisie em Lá bemol maior Op. 61

 

 

Iddo Bar-Shaï

Nascido em 1977, o pianista israelense Iddo Bar-Shaï estudou com Pnina Salzman e Alexis Weissenberg e já se apresentou em palcos importantes como o Wigmore Hall, o Theatre des Champs Elysees, a Tokyo Opera City Hall e o Beijing Zhongshan Concert Hall. Apresentou concertos sob a regência de famosos maestros como Lawrence Foster, Elihau Inbal, Aldo Ceccato e Jesus Lopez-Cobos, entre outros, com orquestras importantes como a inglesa Chamber Orchestra, a Israel Philharmonic Orchestra, a Orquestra Nacional de Lille e o Ensemble Orchestral de Paris. Apresentou-se com renomados artistas como Martha Argerich e Menahem Pressler e quartetos como o Ysaÿe, Ebène, Aviv, Modigliani e o American String Quartet. 

Participou de festivais como os de Verbier, Ravinia, La Roque d’Anthéron, Menton, Progetto Martha Argerich em Lugano, La Folle Journée em Nantes, entre outros. Seus concertos foram transmitidos pelos canais de televisão Mezzo, Arte e NHK e suas gravações para o selo Mirare receberam inúmeros prêmios e elogios da imprensa internacional.

Já se apresentou no Rio de Janeiro e vem a Vermelhos pela primeira vez, onde apresentará um programa com obras de Frederic Chopin e François Couperin, a quem considera como gênios da escrita da música francesa. Refere-se a Chopin como sendo meio francês de origem e tendo escrito a maior parte da sua música “na França com uma clara influência da música francesa em sua escrita”. Quanto a Couperin, o define como um compositor visionário e extremamente refinado que decidiu concentrar-se quase inteiramente em suas composições para um instrumento que se tornou sua voz, o Clavecin.

Segundo Bar-Shaï, “Chopin e Couperin influenciaram a história da música no sentido mais amplo possível e por meios surpreendentemente semelhantes. Embora algumas semelhanças não sejam tão claras à primeira vista, são marcantes quando se olha mais fundo a escrita musical de ambos, seus ideais, suas personalidades e suas escolhas específicas de composição”.

Ambos foram atraídos para um retrato mais íntimo do mundo ao seu redor e também para  outro elemento comum – o aspecto melancólico das suas personalidades, transmitindo uma sensação de narrativa pessoal que se traduz, nas suas obras, em uma emoção de caráter universal. 

Ambos também têm uma atração fascinante pela música folclórica de seu tempo (as danças barrocas, rurais e elegantes na música de Couperin e as polonesas em Chopin) e através dessa adoração, enquanto mantêm a essência e a qualidade artística da dança. entrar e refiná-lo para o nível mais elegante e poético possível (por exemplo, nas obras de Chopin que eu escolhi o elemento de dança é maior: os Mazurkas, Polonaise e Couperin às vezes quase citam músicas folclóricas com exemplos como “Les Tambourins”).

Outros aspectos comuns aos dois compositores podem ser mencionados, como a atração pela música folclórica do seu tempo, pela música italiana e pela qualidade melódica do bel canto, assim como pelo senso de forma e estrutura muito livre e imaginativo. Acima de tudo, porém, Bar-Shaï vislumbra nas obras de Chopin e Couperin uma mensagem emocional de uma individualidade forte e que se opõe a qualquer sentido de superficialidade na música e na arte. A famosa frase de Couperin, “Eu amo muito mais o que me toca do que aquilo que me surpreende”, poderia ter sido facilmente atribuída a Chopin.