São Paulo Companhia de Dança

Agora (2019)

Coreografia: Cassi Abranches

Música: Sebastian Piracés

Iluminação: Gabriel Pederneiras

Figurino: Janaina de Castro

A terceira criação de Cassi Abranches para a São Paulo explora a palavra tempo em seus possíveis significados: sonoridades do tempo musical que são refletidos nos corpos dos bailarinos; forma linear na qual as coisas acontecem no passado, presente e o futuro e que dita uma ordem cronológica de acontecimentos que se transformam em lembranças e memórias; temperatura com diferentes graus e intensidades, que explode, ralenta e vibra. É a música de Sebastian Piracés quem dita o andamento da obra: utiliza elementos de percussão afro-brasileiros, misturados ao rock contemporâneo e ao som do piano em acordes dissonantes aos efeitos de guitarra distorcidos. A voz da cantora Juliana Strassacapa soma à trilha musical.

Coreógrafa | Cassi Abranches: Abranches dedica-se à dança há mais de 20 anos como bailarina e coreógrafa da cena e de obras audiovisuais em cinema e vídeo. Já atuou no Raça Cia de Dança, no Balé do Teatro Castro Alves, no Balé do Teatro Guaíra e permaneceu 12 anos como bailarina do Grupo Corpo. Como coreógrafa, criou o espetáculo Contracapa para o Ballet Jovem do Palácio das Artes; Ariana para a Cia Jovem Bolshoi Brasil; Plano para a Cia Sesc de Dança, Suíte Branca para o Grupo Corpo e; Rio eu Te Amo – filme que reúne dez curtas. Além disso, assinou a Direção Coreográfica e de Movimento da Abertura dos Jogos Paralímpicos RIO 2016. Para a São Paulo Companhia de Dança, Cassi já criou Gen e 2o Ato do Schumann ou Os Amores do Poeta.

A Morte do Cisne (2019)

Coreografia: Lars Van Cauwenbergh inspirado na obra de Michel Fokine (1880-1942)

Músicas: Camile Saint_Saens, O Cisne, extrato do Carnaval dos Animais (1866)

Iluminação: Wagner Freire
Figurino: Marilda Fontes

O balé criado em 1907 por Fokine para Anna Pavlova é um solo emociante, que dialoga com as sonoridades da harpa e do violoncelo, inspirado no poema de Alfred Tennyson (1809-1892) e nos movimentos dos cisnes em seus últimos instantes de vida. Esse solo é interpretado por grandes estrelas da dança e agora ganhará novos acentos e dinâmicas no corpo de uma bailarina da São Paulo Companhia de Dança.

Coreógrafo | Lars Van Cauwenbergh: após formação na Higher Ballet School da Antuérpia (Bélgica), Lars ingressou no Royal Ballet de Flanders, logo sendo promovido a primeiro bailarino com apenas 18 anos. Além disso, dançou no English National Ballet, no Sttatstheater Wiesbaden e como convidado em grandes companhias ao redor do mundo, como: L’Opéra de Paris, Théâtredu Capitole, La Scala de Milano, West Astralian Ballet, dentre outras. Após uma carreira de sucesso como bailarino, trabalhou como professor de Técnica Clássica e/ou assistente de direção: Cia de Dança Palácio das Artes, Grupo Corpo, Studio 3 e Ballet Jovem de Minas Gerais. Já atuou como assistente de direção e ensaiador da São Paulo Companhia de Dança, onde hoje, é professor. Além disso, atua como assistente de direção e professor/ensaiador no IOA Dança –Instituto de Orientação Artística de Jundiaí.

Odisseia (2018)

Produção Associação Pró-Dança e coprodução Chaillot – Théâtre National de la Danse

Coreografia: Joelle Bouvier

Música: trechos de Bachianas Brasileiras de Heitor Villa Lobos, trechos de Paixão Segundo São Mateus de Johann Sebastian Bach, Melodia Sentimental de Villa Lobos (letra de Dora Vaconcellos) e poema Pátria Minha de Vinícius de Moraes

Iluminação: Renauld Lagier

Figurino: Fábio Namatame

Assistente de coreografia: Emilio Urbina e Rafael Pardillo

Odisseia é uma viagem, um reencontro consigo mesmo. Movida pela questão dos migrantes da atualidade, a coreógrafa constrói uma estrutura dramática e poética que aborda temas comomudança, transição, partida e a esperança de uma vida melhor. “Neste momento, somos todos sensíveis a esta questão, que é forte no mundo”, comenta Joelle.

Bouvier explica que procurou misturar fragmentos das Bachianas Brasileiras com a composição de Bach,Paixão Segundo São Mateus. Ao final, na voz de Maria Bethânia, a música "Melodia Sentimental" e o poema "Pátria Minha". A obra tem coprodução com Chaillot –Théâtre National de la Danse, na França.

SÃO PAULO COMPANHIA DE DANÇA

Direção Artística | Inês Bogéa

Criada em janeiro de 2008, a São Paulo Companhia de Dança (SPCD) é um corpo artístico da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo, gerida pela Associação Pró-Dança e dirigida por Inês Bogéa, doutora em Artes, bailarina, documentarista e escritora. A São Paulo é uma Companhia de repertório, ou seja, realiza montagens de excelência artística, que incluem trabalhos dos séculos XIX, XX e XXI de grandes peças clássicas e modernas a obras contemporâneas, especialmente criadas por coreógrafos nacionais e internacionais. A difusão da dança, produção e circulação de espetáculos é o núcleo principal de seu trabalho. A SPCD apresenta espetáculos de dança no Estado de São Paulo, no Brasil e no exterior e é hoje considerada uma das mais importantes companhias de dança da América Latina pela crítica especializada. Desde sua criação, já foi assistida por um público superior a 660 mil pessoas em 17 diferentes países, passando por mais 136 cidades, em mais de 860 apresentações. Desde sua criação, a Companhia já acumulou 25 prêmios, nacionais e internacionais. Além da Difusão e Circulação de Espetáculos, a SPCD tem mais duas vertentes de ação: os Programas Educativos e de Formação de Plateia e Registro e Memória da Dança.

INÊS BOGÉA - Direção Artística | Inês Bogéa é doutora em Artes (Unicamp, 2007), bailarina, documentarista, escritora, professora no curso de especialização Arte na Educação: Teoria e Prática da Universidade de São Paulo (USP) e autora dos textos do “Por Dentro da Dança” coma São Paulo Companhia de Dança na Rádio CBN. De 1989 a 2001, foi bailarina do Grupo Corpo (Belo Horizonte). Foi crítica de dança da Folha de S. Paulo de 2001 a 2007. É autora de diversos livros infantis e organizadora de vários livros. Na área de arte-educação foi consultora da Escola de Teatro e Dança Fafi (2003-2004) e consultora do Programa Fábricas de Cultura da Secretaria de Cultura do Estado (2007-2008). É autora de mais de quarenta documentários sobre dança.